Scania prevê o corte de 5 mil funcionários no mundo

"A crise do Coronavírus levou a um forte declínio nas receitas. Embora atualmente não seja possível prever a duração e o quanto a crise afetará as operações de negócios da Scania, espera-se que a demanda por nossos produtos permaneça menor por algum tempo”, diz o comunicado publicado pela fabricante de caminhões, ônibus e motores diesel Scania em seu site global em 1º de junho, para informar que planeja reduzir sua força de trabalho no mundo. 

”A crise levou à necessidade de ampla revisão do número de funcionários, além de reexaminar estruturalmente partes selecionadas de suas operações industriais e comerciais”.

No comunicado, a empresa lembra que os pacotes de suporte, como a redução das jornadas de trabalho, elaborados em conjunto pela empresa, governos, sindicatos e funcionários, contribuíram para reduzir o impacto e o escopo das reduções de pessoal a longo prazo.

De acordo com a montadora, a diretoria e o Conselho de Administração - que conta com a participação de representantes dos funcionários - compartilham uma visão comum sobre a situação causada pela crise e estão trabalhando juntos na identificação de soluções para economia de custos, sem descartar redundâncias de funcionários. 

Também há acordo sobre a necessidade de adquirir novas habilidades e competências para atender à transição para novas tecnologias e novos modelos de negócios.

“A crise nos obriga a reduzir o nível de atividade e, com isso, estimamos ter mais de 5 mil funcionários no mundo além do necessário, o que inclui uma revisão de até 1 mil posições em nosso escritório central em Södertälje”, disse o presidente e CEO da Scania, Henrik Henriksson. 

A empresa conta com cerca de 50 mil funcionários no mundo. “Nossa avaliação é de que demorará muito tempo para que a demanda do mercado atinja os níveis pré-crise e, portanto, precisamos adaptar a organização à nova situação ainda este ano. 

Essas medidas serão para toda a empresa, o que incluirá também áreas da companhia que normalmente não são afetadas por mudanças de curto prazo no volume de produção”.

“Para os funcionários em produção, já temos os instrumentos para lidar com variações de demanda de curto prazo, como nosso banco de horas e empregos temporários, além de uma maneira de trabalhar que gera continuamente ganhos de eficiência. 

Graças a essas ferramentas, estimamos ser capazes de lidar com possíveis reduções de pessoal por meio de nossos processos normais”, afirmou Michael Lyngsie, representante dos funcionários no Conselho de Administração.

Fonte Usinagem Brasil 

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