Produção de veículos é a maior do ano, mas horizonte segue nebuloso

Houve aumento de 24,4% na fabricação de veículos, mas isso já era esperado por conta da retomada da produçãoCom todas as fábricas voltando a produzir, era de se esperar que os números da indústria apresentassem melhora em agosto, na comparação com julho, e foi o que aconteceu. 

De acordo com os resultados divulgados pela Anfavea, os fabricantes produziram 210,9 mil veículos em agosto, número 23,6% maior do que as 170,7 mil unidades fabricadas em julho. É o melhor número para as montadoras no ano (só em fevereiro a indústria havia superado a marca de 200 mil unidades construídas, com 204,2 mil veículos).

“Estamos trabalhando na retomada da produção tomando todos os cuidados com a saúde de nossos colaboradores nas fábricas, já conseguimos aumentar e calibrar a produção em função da demanda”, explicou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. 

Mas, na comparação com 2019, os números ainda seguem em baixa. Os pouco mais de 1,11 milhão de veículos produzidos entre janeiro e agosto deste ano, contra 2 milhões em igual período do ano passado, corresponderam a uma queda de 44,8%. A diferença em torno de 900 mil é o equivalente à perda de três meses de produção de 2019, aproximadamente.

Moraes apontou ainda que, apesar do resultado de agosto parecer animador, não se pode deixar de contextualizar o número. “Em agosto do ano passado, a indústria estava produzindo cerca de 270 mil veículos, então as cerca de 60 mil unidades a menos hoje representam uma queda considerável”, disse. “Mas, de qualquer forma, é um número melhor”, completou.

FUTURO AINDA INCERTO



Sobre o futuro, o presidente da Anfavea disse que ainda não é possível saber como será o ritmo de produção no fim do terceiro trimestre e, principalmente o do quarto trimestre. Mesmo assim, ele se mostrou otimista. “Aparentemente, nós já saímos do fundo do poço”, afirmou. Contudo, ele admite que as diversas medidas de distanciamento social adotadas para prevenir o contágio pela Covid-19 reduziu a velocidade das fábricas. "Isso certamente terá impacto no total produzido", diz.

Com relação aos estoques, os números se mantiveram estáveis na comparação com julho, já que havia 140,2 mil unidades nas concessionárias e nas fábricas em agosto, contra 138,3 mil em julho, o correspondente a 23 dias de vendas pelo ritmo atual nos dois meses.

Moraes explicou que, embora pareça baixo, esse número é o resultado dos ajustes promovidos após a paralisação das fábricas, e deverá ser o novo patamar daqui por diante. “Estamos com um nível de estoque mais justo, mas podemos ir ajustando de acordo com a evolução do mercado no quarto trimestre e, esperamos que para 2021 ele siga numa direção de crescimento”, finalizou.

Fonte Automotive Business

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