Produção de aço no estado de São Paulo atinge média mensal 277 mil toneladas

A média mensal de produção de aço bruto de São Paulo foi de 270 mil toneladas, atingindo a máxima no mês de maio, com 277 mil toneladas. São Paulo representa 8,7% de participação do market share nacional, atrás dos três primeiros colocados, que ficam entre 20% e quase 30% cada. Já no acumulado do semestre, foram produzidos 1,544 milhão de toneladas no estado, de com o mais recente relatório do Aço Brasil, no segundo trimestre de 2021.

 

O primeiro semestre de 2021 foi positivo para a indústria do aço e a produção expandiu 24,0% na comparação com o mesmo período do ano passado, saltando para 18,1 milhões de toneladas. Já as vendas internas, também de janeiro a junho deste ano atingiram 12,1 milhões de toneladas, uma alta de 43,9% frente ao mesmo período de 2020. 

Esses números mostram um mercado plenamente abastecido, com consumo aparente de produtos siderúrgicos na casa de 14,0 milhões de toneladas no acumulado até junho, uma alta de 48,9% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.

Para o presidente executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, o Brasil não enfrenta falta de aço nacional. “As siderúrgicas estão desde junho do ano passado atendendo normalmente e abastecendo o mercado, não somente no setor da construção como nos demais. 

A indústria brasileira produtora de aço está fornecendo mais aço para o mercado doméstico do que no período anterior à pandemia, quando não havia reclamações”, comenta. “O que houve foi um desequilíbrio ocorrido na cadeia produtiva como um todo, face à retomada da demanda junto à reposição dos estoques, fenômeno que está totalmente normalizado”, afirma.

Os dados coletados pelo instituto no relatório semestral desse ano também apontam expansão contínua da produção de aço nacional e um aumento nas expectativas para o crescimento da atividade do setor. 

Há expectativa de que em 2021 a produção de aço bruto cresça 14,0%, frente estimativa anterior de alta de 11,3%. Também se espera que as vendas internas avancem 18,5%, com projeção anterior de aumento de 12,9%. O consumo aparente também deve aumentar em 24,1%, anteriormente previsto como elevação de 15,0%.

Entretanto, de acordo com o aço Brasil, a concretização das perspectivas positivas apresentadas pelo setor depende do controle da pandemia de Covid-19 com velocidade e do alcance da vacinação e da agilidade nas discussões para aprovação da Reforma Tributária ampla que efetivamente acabe com a cumulatividade dos impostos, desonere os investimentos e traga justiça por meio do equilíbrio da carga tributária intersetorial.

Fonte: Ipesi

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