Produção brasileira de aço caiu 4,9% em 2020

A indústria siderúrgica registrou queda de 4,9% na produção de aço em 2020 na comparação com 2019, de acordo com o Instituto Aço Brasil.


Segundo a entidade, a produção em 2020 somou 31 milhões de t, resultado que se deveu, fundamentalmente, à parada de equipamentos ocorrida no momento mais agudo da crise de demanda enfrentada pela indústria em abril do ano passado, coincidente com o pico do coronavírus.

A produção de laminados no mesmo período foi de 21,7 milhões de t, queda de 3,7% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2019. Já a produção de semiacabados para vendas totalizou 7,8 milhões de t de janeiro a dezembro de 2020, com retração de 11,6% na mesma base de comparação.

As exportações também se retraíram, atingindo 10,7 milhões de toneladas. Ficaram 16,1% abaixo do total de exportações realizadas em 2019.

No entanto, as vendas internas em 2020, de 19,2 milhões de t, apresentaram crescimento de 2,4% na comparação com o ano anterior, reflexo da intensa recuperação do mercado interno a partir do segundo semestre.

O consumo aparente de produtos siderúrgicos também terminou ligeiramente fortalecido em 2020, atingindo 21,2 milhões de t, o que representou crescimento de 1,2% em relação ao ano de 2019.

Dezembro de 2020 - A recuperação também revigorou a comercialização no mercado interno e a produção em algumas áreas. Em dezembro de 2020, por exemplo, as vendas internas avançaram 28% frente ao apurado em dezembro de 2019 e atingiram 1,8 milhão de toneladas. Já a produção brasileira de aço bruto foi de 2,9 milhões de t, aumento de 17,2% frente ao mesmo mês de 2019.

A produção de laminados foi de 2,1 milhões de t, 41% superior à de dezembro de 2019. Mas a de semiacabados para vendas foi de apenas 616 mil t, uma queda de 29,4% em relação ao mesmo mês de 2019.

Segundo o IABr, o cenário para 2021 está mais promissor. O Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) referente ao mês de janeiro de 2021 ficou estável na comparação com o mês anterior, em 78,9 pontos.

“A estabilidade frente ao mês de dezembro, após duas quedas consecutivas, manteve o ICIA em patamares historicamente elevados", afirma Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil.

Fonte Usinagem Brasil 

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