Para os Engenheiros Mecânicos, o futuro se constrói agora

Profissional que projeta, desenvolve, constrói e testa dispositivos mecânicos em geral

Em 1847 surgiu o primeiro Instituto de Engenheiros Mecânicos da Inglaterra. Foi então que governos da Europa e dos Estados Unidos passaram a investir cada vez mais em pesquisas na área, o que permitiu a criação dos motores movidos a combustível. O primeiro automóvel surgiu em 1885 na Alemanha, e em 1893 foi patenteado o primeiro motor a diesel. Logo em seguida surgiram os primeiros aviões e desde então o cotidiano nunca mais foi o mesmo: as máquinas passaram a fazer parte de quase tudo à nossa volta.

A data comemorativa aos profissionais da engenharia mecânica – 5 de junho - foi reconhecida pelo Sistema Confea/Crea recentemente e refere-se ao nascimento do industrial Delmiro Gouveia (Ceará, 1863 - Alagoas, 1917), um dos pioneiros da industrialização do país e do aproveitamento do seu potencial hidroelétrico, tendo construído a primeira fábrica de linhas de costura e a segunda usina hidroelétrica brasileira, a de Paulo Afonso, entre Alagoas e Bahia.

O primeiro curso de Engenharia Mecânica do Brasil e da América do Sul foi fundado em 1913 em Minas Gerais, no Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá – IEMI, instituição que objetivava a formação de engenheiros mecânicos e eletricistas.

Em Santa Catarina, o curso de Engenharia Industrial Mecânica da UFSC foi criado em 1960, nascendo depois a Escola de Engenharia Industrial (EEI), futuro Centro Tecnológico. A primeira turma formou-se em 1966, ano em que foi inaugurado o pavilhão da Mecânica no campus e chegaram os primeiros equipamentos, avaliados em cerca de U$ 1 milhão, por meio do Convênio do Café. No ano seguinte, a Escola de Engenharia Industrial tinha cerca de 100 alunos, e o estágio obrigatório entrou no currículo – assim, foram dados os primeiros passos na relação com a indústria.

Em 1999, os alunos da UFSC realizaram pela primeira vez o Exame Nacional de Cursos, aplicado pelo MEC. O curso recebeu o conceito máximo (5), confirmando sua posição entre os melhores do Brasil – hoje está em 4º lugar no ranking nacional.

Especializações:

• Automobilística – Área que estuda, projeta e cria veículos, desde automóveis e motocicletas até caminhões. Realiza testes mecânicos, eletrônicos e de segurança.

• Maquinários e equipamentos – Coordena a fabricação de moldes para ferramentas, máquinas e dispositivos para testes de resistência mecânica.

• Mecatrônica – Área que une mecânica, eletrônica e tecnologia da informação para produção de equipamentos e produtos com alta tecnologia.

• Pesquisa e desenvolvimento – Cria e projeta protótipos de máquinas, realiza testes de produtos e determina modificações em futuros equipamentos.

• Processos – Realiza constantes pesquisas no desenvolvimento de produtos e equipamentos para gerenciar todas as etapas de fabricação.

• Robótica – Une conhecimentos da Mecânica e Informática para projetos e criação de robôs para os mais diversos fins, como indústria, medicina, entretenimento, entre outros.

O futuro se constrói agora 

Em homenagem aos profissionais da engenharia e geociências, o CREA-SC lançou no dia 20.09 a campanha: O futuro se constrói agora. O objetivo é enfatizar a importância da atuação dos profissionais da área tecnológica para a retomada do crescimento e posicioná-los como agentes do desenvolvimento econômico, qualidade de vida e segurança da sociedade, tanto no meio urbano quanto rural.

“Ressaltar a importância, representatividade e força dos nossos profissionais e profissões são compromissos importantes da nossa gestão, refletidos nesta campanha”, assinala o presidente do CREA-SC, Eng. Agr. Ari Geraldo Neumann.

“Muito se espera do nosso futuro. Que ele seja próspero e traga um novo período de oportunidades. Mas o que determina o futuro são as nossas ações de hoje. Para o CREA-SC, o tão sonhado projeto de um novo país já começou. A sociedade pode contar com a autoridade técnica dos profissionais da engenharia, agronomia e geociências para viver uma nova era de desenvolvimento. Porque se a economia é uma roda, não há ninguém mais capacitado para fazer a engrenagem girar”.

Confira o VT da campanha aqui: bit.ly/2mDMFCH

Fonte G1

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