Pandemia tem forte impacto nos negócios da Tupy

Após consecutivos balanços trimestrais com registros de recordes nas receitas, o que vinha ocorrendo desde 2018, os negócios da Fundição Tupy sofreram forte impacto no segundo trimestre de 2020. 

As receitas somaram R$ 644,9 milhões, com queda de 54,1% em relação ao mesmo período de 2019, devido à “paralisação dos nossos clientes para contenção dos efeitos da pandemia de Covid-19, principalmente, nos meses de abril e maio, que apresentaram queda de 64% em relação ao mesmo período do ano anterior”, informa o relatório que acompanha o balanço divulgado a semana passada.

No primeiro semestre, a receita acumulada atingiu R$ 1.737,4 milhões, o que representa redução de 35,3% quando comparado ao primeiro semestre de 2019. 

Segundo a empresa, a pandemia também afetou o mix de produtos, com “menor participação de produtos usinados e em CGI, que representaram 17% do volume produzido (contra 25% no 2T19), uma vez que as paralisações ocorridas no período afetaram de modo mais acentuado clientes que utilizam estes programas (efeito mix)”. A empresa ressalva, porém, que não ocorreram perdas de contratos.

Durante o trimestre passado, a empresa diz ter intensificado os esforços para mitigar o efeito da queda dos volumes no resultado e no caixa. 

“Desta forma, ao mesmo tempo que nos beneficiamos de projetos de ganhos de eficiência implementados nos últimos trimestres, intensificamos diversas iniciativas de redução de custos e despesas, que terão impactos positivos também nos próximos meses. 

Além disso, fizemos alterações no processo produtivo e adotamos dispositivos legais que permitiram a flexibilização da jornada de trabalho no Brasil, o que, infelizmente, não ocorreu no México”.

Ao mesmo tempo, a Tupy informa ter evoluído rumo a um processo de produção cada vez mais flexível, com a transferência de diversos componentes entre fábricas. 

“Assim, ao mesmo tempo em que otimizamos nosso sistema de produção, criamos estoques de segurança, que são fundamentais para garantir o fornecimento aos nossos clientes, cujas plantas estão localizadas em países que passam por estágios distintos da pandemia”.

Retorno Gradual - A empresa destaca ainda que, ao longo do mês de junho, foi observado o retorno gradual dos clientes - tanto no Brasil quanto no exterior - com um volume de vendas 74% maior em relação à média dos meses de abril e maio, impulsionado, principalmente, por aplicações utilizadas em veículos comerciais.

 “Vale ressaltar que todos os contratos foram mantidos e que nenhum dos projetos de codesenvolvimento que estão em curso foi cancelado”, reforça o relatório do balanço.

“Temos observado indicadores positivos que demostram claramente o retorno - ainda que gradual - da atividade econômica em mercados que são importantes para nós e que impactam diretamente a demanda pelos nossos produtos, tais como aplicações de financiamento imobiliário, PMI da manufatura e tráfego de caminhões”, acrescenta o relatório. 

“O baixo nível de estoques de equipamentos agrícolas, aliado ao alto nível de utilização, deve contribuir para o aumento da demanda por estas aplicações. Em relação ao segmento de comerciais leves, as vendas nas concessionárias voltaram a atingir níveis pré lockdown, o que contribuirá para o aumento da nossa demanda na segunda metade do ano”.

O relatório avança, inclusive, em informações sobre o mês de julho, quando diz ter observado aumento no volume físico de vendas de 68% em relação à média mensal do segundo trimestre, e 21% em comparação com junho. 

“Acreditamos que o segundo trimestre representou o ponto mais acentuado da crise”, avaliam os autores do relatório.

“Estamos preparados para a retomada e para as oportunidades que virão e que são decorrentes da força da nossa marca e sólida capacidade financeira, ativos importantes para a obtenção de novos contratos, incluindo serviços de valor agregado como usinagem e montagem de componentes”, completa.

Fonte Usinagem Brasil 

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