Movimento da FEIMEC surpreende até os mais otimistas

Nem mesmo os mais otimistas esperavam que a Feimec 2022 – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, seria um sucesso tão grande de público e de negócios, como visto na semana passada no São Paulo Expo. 

Na verdade, até três meses atrás não se tinha sequer a certeza – devido à pandemia – de que o evento seria realmente realizado. Mas já no dia de abertura atraiu público bem superior aos tradicionais primeiros dias de feira. E o movimento só fez crescer aos longos dos dias seguintes.

Na abertura, os organizadores já tinham o que comemorar. A feira apresentou números recordes, seja no número de estandes, 500, ou de marcas em exposição, 900. O espaço utilizado também cresceu: 69 mil metros quadrados.

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“A feira está muito maior do que imaginávamos. Acima do esperado”, observou Marcos Delaosa, gerente Comercial da Vitor & Buono. 

“E o movimento, já no primeiro dia, está muito bom, com visitas de alto nível, com poder de decisão e com projetos de investimento”, disse, acrescentando que poucas horas após a abertura já havia fechado a venda de um centro de usinagem vertical SM-420, da SMEC, uma das representadas da distribuidora de máquinas que em junho completa 50 anos de atividades.

“Viemos para a feira para reforçar para a indústria brasileira em geral que estamos presentes no Brasil para oferecer o melhor suporte aos nossos clientes e a receptividade está sendo absolutamente fantástica”, comentou Naiane Nunes, diretora do Tornos Group para Brasil e EUA, que estava fazendo sua estreia no evento e que recentemente instalou filial em Campinas (SP). 

“O movimento em nosso estande não parou, inclusive no primeiro dia. Recebemos muitos clientes, potenciais clientes e parceiros, com bons feedbacks, incluindo a venda de uma máquina logo no primeiro dia”.

A Gesac do Brasil era outra estreante no evento. Multinacional chinesa, fabricante de produtos metal duro, como ferramentas de corte e cilindros, a empresa instalou filial no Brasil, em Vinhedo (SP), há dois anos. 

“Alcançamos os objetivos estipulados com nossa presença na Feimec, que eram o de nos apresentarmos ao mercado brasileiro, mostrar que estamos presentes no Brasil e encontrar aqui aqueles clientes que, por vários motivos, ainda não havíamos conseguido contatar”, disse Flávio Oliveira, diretor-presidente da Gesac do Brasil. 

“Esperávamos que a feira fosse boa, mas foi muito boa. Os principais grandes clientes nacionais vieram ao nosso estande, conhecer nossa tecnologia. Recebemos clientes de todos os estados, do Pará, do Maranhão e até fechamos aqui contratos de representação para o Chile e Paraguai”.

Disposição para investir

“Pessoalmente, eu tinha a convicção de que a feira seria boa, até por ter visitado a Agrishow na semana passada, que foi um sucesso”, disse Luiz Cassiano Rosolen, presidente da Romi. 

“Ainda assim fiquei surpreso com o movimento e com o nível dos visitantes, interessados em novas soluções, novas tecnologias e com disposição para investir”. 

Prova disso eram as salas reservadas para negociações no estande da empresa – o maior do evento – constantemente ocupadas. 

Para o executivo, a feira comprovou o bom momento vivido pela manufatura brasileira que está demonstrando interesse real em modernização tecnológica, para as quais a empresa apresentou novas soluções de automação, além dos lançamentos de um trocador de pallets e do GL 170G, da Nova Geração de centros de torneamento da empresa. 

Na feira, também foi lançada a Prodz, fintech da companhia, criada com o objetivo de facilitar a obtenção de financiamentos de clientes para a aquisição de máquinas novas e usadas.

“A Feimec está bem movimentada. Provavelmente esta será a melhor feira da história da Trumpf do Brasil”, afirmou João Carlos Visetti, CEO da subsidiária brasileira. 

“As máquinas que estão aqui expostas já foram vendidas. O primeiro dia foi bastante forte, assim como o segundo”, disse, acrescentando que foi surpreendido com os resultados da feira, o que certamente irá contribuir para a subsidiária quebrar mais um recorde de faturamento, superando o do ano passado (ano fiscal 2020-2021), quando os negócios cresceram 200%.

Busca de novas soluções

“A feira superou nossas expectativas desde o primeiro dia. 80% dos visitantes que passaram pelo nosso estande eram novos contatos, o que mostra que as indústrias estão buscando novas soluções, novas tecnologias”, ressaltou Bruno Watanabe, diretor-geral da Open Mind do Brasil. 

No evento, foi apresentada a nova versão do hyperMill, a 2022-2, e destacadas algumas peças para demonstrar a capacidade do software na usinagens de itens mais complexos. 

É o caso de uma pantera, desenvolvida para uma equipe de hóquei da Alemanha, em parceria com a DMG MORI e a Haimer, com vários detalhes de usinagem negativa com recursos de 5 eixos e um molde de garrafa plástica que aparentava ter passado por um polimento posterior à usinagem.

De acordo com Alessandro Alcantarilla, diretor-geral da Blaser Swisslube Brasil, a Feimec 2022 foi “uma das melhores feiras de que já participei, superando todas as expectativas, seja no volume de pessoas ou no nível de qualidade dos contatos”, afirmou. 

Em sua avaliação, o que mais se destacava no evento era a positividade demonstrada pelos visitantes, quanto às perspectivas futuras da indústria brasileira.

“A Feimec foi surpreendente. Tivemos muito procura, fechamos bons negócios, muitas prospecções. As pessoas estavam com fome de feira, pelo tempo que todos ficamos reclusos”, destacou Ricardo Bortolucci, diretor da JTEKT, novo nome da Toyoda Koki do Brasil, que adotou nova razão social, assim como outras integrantes do grupo Toyota Motors. 

Na Feimec, apresentou o o centro horizontal FH 500J, a máquina mais rápida da categoria, com 60 m/min de avanço, 1 G de aceleração e menos de 1 s para troca de ferramenta. 

“Esta máquina foi vendida aqui para a Intermaq, de Caxias do Sul, fabricante de peças automotivas. É a segunda máquina deste modelo adquirida pela Intermaq em menos de um ano”.

Planos de investimentos bem definidos – “Talvez, esta feira seja a mais promissora de que eu tenha participado”, informou Ricardo Lerner, diretor Comercial da Bener. 

“Foi excelente, com muita gente qualificada, muitos projetos, com muitos clientes procurando (e interessados) em tecnologia e com planos de investimentos bem definidos”. 

De acordo com Lerner, foram concretizados negócios em todas as linhas expostas no evento, com destaque para as máquinas Priminer, a mais nova representada da Bener. 

“Trata-se de uma linha que traz um custo x benefício diferenciado para o mercado brasileiro, com muito valor agregado, tecnologia e qualidade. Nessa linha, lançada oficialmente aqui, tivemos muita procura e muita aceitação”, acrescentou.

“Pela primeira vez fechamos negócios em uma feira”, comemorou Rogério Moraes, diretor da Blum-Novotest do Brasil, referindo-se à venda do software Autocomp, para automação de medição em processo. 

Em sua opinião, em consequência da não realização de feiras nos últimos anos, devido à pandemia, os visitantes foram à feira com muitas necessidades em termos de tecnologias e soluções. 

“Tivemos grande procura de profissionais da área automotiva, principalmente aftermarket, ferramentarias e máquinas e implementos agrícolas”, contou. 

Muitos deles, informou, se interessaram pelos cases de automação de processos apresentados pela Blum, em conjunto com a Romi, que colocou uma máquina no estande da empresa.

A melhor feira

Na opinião de Valdecir Oliveira, diretor da GRV Software, a Feimec 2022 foi “a melhor feira dos últimos tempos. Muito acima das expectativas, proporcionando mais de 130 reuniões por dia no estande e muitos leads e prospects que devem gerar muitos negócios”. 

Mas, de acordo com Pereira, o destaque do evento era “o otimismo que estamos vendo na feira, que fazia muito tempo não víamos, assim como uma sede de investimento muito grande”.

“O que foi possível sentir aqui na feira é que as empresas vieram com o objetivo de se atualizar”, observou Dirk Huber, diretor da Junker do Brasil e da Zema Zselics. 

“Os clientes chegam ao estande com projetos que estão em análise e já com certa previsão de ser colocados em prática”. 

Em sua análise, depois de mais de dois anos sem a realização de feiras, “ninguém aguentava mais o home office. Assim, o pessoal está aproveitando bem a feira. Mesmo levando em consideração este fato, a quantidade de pessoas no evento é surpreendente”.

Fonte: Usinagem Brasil

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