Mercedes também dará prioridade a ex-funcionários da Ford

Depois da GM, que se comprometeu no mês passado com a prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a priorizar a contratação de funcionários da fábrica da Ford daquela cidade, que terá as atividades encerradas até o final deste ano, agora é a vez da Mercedes-Benz firmar parceria com a administração municipal para absorver ex-funcionários da montadora americana se tiver vagas disponíveis.

O acordo foi assinado na última quarta-feira, 11, pelo prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, e o presidente da Mercedes-Benz no Brasil e na América do Sul, Philipp Schiemer. O compromisso foi selado em reunião realizada na sede da montadora alemã, que fica também em São Bernardo. As duas partes estabeleceram um cadastro preferencial de ex-funcionários da Ford, que deverá servir de base para o preenchimento das eventuais vagas a serem abertas pela Mercedes na sua planta instalada no município.

“A proposta do cadastro foi muito bem recebida pelo presidente da montadora. Mais uma prova de que a Mercedes continua acreditando na nossa cidade, investindo e gerando novos empregos, do que dá prova também a recente retomada do segundo turno na sua produção de ônibus”, afirmou o chefe do executivo de São Bernardo.

De fato, a Mercedes-Benz vive uma fase de investimentos no ABC paulista. Apenas neste ano, já contratou 700 funcionários, e além da retomada do segundo turno na produção de chassis de ônibus, deve investir R$ 1,4 bilhão em uma nova linha de caminhões em 2020.

De qualquer modo, é bem possível que as instalações da Ford mudem de mãos e não precisem mais ser fechadas. No início deste mês, o prefeito Orlando Morando, e o governador João Doria, oficializaram o interesse do Grupo Caoa em comprar a fábrica, com a garantia da manutenção de 650 postos trabalho e a recontratação de outros 850 profissionais desligados da montadora americana.

Foi em fevereiro que a Ford anunciou que encerraria a produção do Fiesta, único veículo de passeio montado no ABC. Além disso, também afirmou que deixaria o mercado de caminhões, que também eram produzidos em São Bernardo do Campo.

Fonte Usinagem Brasil 



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