IPT e parceiros vão desenvolver ligas metálicas para manufatura aditiva

O desenvolvimento de projetos de ligas específicas para manufatura aditiva (MA) e a obtenção de pós metálicos com características controladas são dois dos desafios que serão enfrentados pelo recém-criado Núcleo de Manufatura Aditiva, iniciativa que reúne oito ICTs e universidades, além da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).

O núcleo busca o desenvolvimento da cadeia produtiva de manufatura aditiva a partir do enfrentamento dos gargalos tecnológicos ainda existentes em cada etapa dessa cadeia. “Para isso, propõe-se que os diversos grupos de competências que constituem a cadeia tecnológica e de conhecimento do tema sejam abordados a partir de desafios discutidos com as empresas parceiras do projeto”, explica o coordenador do projeto e pesquisador Mario Boccalini Jr, do Laboratório de Processos Metalúrgicos do IPT.

A operação do núcleo deverá ter início, no próximo mês de agosto, com a linha de pesquisa “Aços de alta resistência ligados ao nióbio”, para a qual estão destinados, nos próximos cinco anos, recursos financeiros da CBMM e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) da ordem de R$ 9 milhões, enquanto as ICTs aportarão recursos econômicos da ordem de R$ 19 milhões.

Atuação

A atuação do núcleo baseia-se em abordagem científica para superar os gargalos tecnológicos remanescentes, específicos de cada etapa da cadeia de manufatura aditiva. Além dos dois gargalos citados anteriormente, o núcleo irá se dedicar ao controle da microestrutura no processamento por técnicas de manufatura aditiva, incluindo tratamentos térmicos posteriores; controle de defeitos internos e superficiais; controle de tensão residual; domínio da relação microestrutura/processo/comportamento mecânico dos componentes obtidos por manufatura aditiva; desenvolvimento de projetos de componentes para serem fabricados por manufatura aditiva e, finalmente, o acompanhamento e controle de processo.

“As ICTs trabalharão em todos os pontos do projeto, em maior ou menor grau”, explica Boccalini Jr. Em cada uma das etapas que constituem essa cadeia de produção, completa ele, será necessário lançar mão de diferentes áreas do conhecimento, caracterizando a multidisciplinaridade da pesquisa a ser realizada.

Os integrantes do núcleo são o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Escola Politécnica da USP, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Fraunhofer IPK, da Alemanha, mas permanecerá aberto à participação de outras ICTs. Ideia do núcleo foi gestada e desenvolvida pelas instituições participantes, sob a liderança do IPT: sua proposta de concepção e criação foi apresentada à Fapesp no âmbito do Programa Ciência para o Desenvolvimento.

Fonte: Ipesi Digital



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