Fábrica da Grob tem pedidos até o início de 2019

A fábrica brasileira da Grob, em São Bernardo do Campo (SP), está com a capacidade produtiva tomada até o início do próximo ano

Um detalhe é que, diferente de anos anteriores, a maior parte das máquinas em produção tem como destino o mercado nacional.

“Hoje, mais de 60% dos novos negócios são voltados para montadoras nacionais”, informa Rodrigo Manzano, gerente de Vendas da Grob do Brasil, lembrando que a empresa conquistou recentemente três grandes projetos de montadoras no País. Durante o período de recessão, a participação da exportação da fábrica local ficou acima de 70%.

Manzano observa que um dos fatores que tem contribuído para a retomada dos negócios no mercado interno é a mudança que está ocorrendo nos projetos das montadoras, com a maioria delas adotando o alumínio na produção de seus motores, material mais leve e que, portanto, consome menos combustível.

Observando o mercado brasileiro como um todo, o gerente informa que desde o início do ano as empresas têm demonstrado vontade de retomar os investimentos, inclusive muitos projetos que há algum tempo estavam represados foram colocados em cotação. “A expectativa é que 2018 seja melhor que 2017”, diz, ressalvando que as atuais indefinições político-eleitorais ainda não permitem que o mercado brasileiro deslanche.

Existem ainda outros fatores que impedem o aumento da demanda por máquinas, como é o caso do alto nível de ociosidade presente em grande parte das indústrias. De outro lado, Manzano lembra que alguns fabricantes de peças e componentes não sobreviveram à crise e o mercado dessas empresas foi absorvido por outras que precisam investir e modernizar o parque fabril para atender a demanda.

COMPETITIVIDADE - Na Feimec 2018, em abril, a Grob lançou a 2ª geração do G350, centro de usinagem universal com várias melhorias em relação à versão anterior. Entre elas, a maior velocidade de operação (chega a 90 m/min contra 60 m/min da antiga geração); conta com magazine para 60 ferramentas (na anterior eram apenas 40), além de ser mais compacto, ocupando 20% menos espaço no chão de fábrica. “É uma máquina que atende às novas exigências de maior produtividade e maior competitividade da indústria nacional”, afirma.

Confiante no potencial do mercado nacional, a Grob está ampliando a sua área fabril em 25%. O terreno ao lado da fábrica de São Bernardo, adquirido em 2016, foi reformado e já abriga a área de montagem da filial brasileira. A mudança abre espaço para nova ampliação da capacidade produtiva da empresa no Brasil - no início de 2017, foi ampliada em 20%.




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