Exportação de autopeças recua ao pior nível em 20 anos

A exportação de autopeças em abril somou US$ 293,6 milhões, registrando queda de 57,4% em relação ao mesmo mês do ano passado

O valor embarcado foi semelhante àquilo que se anotava mensalmente no fim dos anos 1990, ou seja, um mergulho de aproximadamente 20 anos na história.

Os números foram divulgados pelo Sindipeças, sindicato que reúne fabricantes do setor. A entidade estima que os níveis anotados antes do início da pandemia de Covid-19 só voltarão a se repetir no primeiro trimestre de 2021.

Os principais destinos dos componentes brasileiros (Argentina, Estados Unidos, Alemanha, México, Chile, Colômbia) seguem em retração ou em ritmo muito lento. Os embarques em abril para o maior comprador, a Argentina, ficaram abaixo dos US$ 35 milhões. Esse total é 74,1% menor que o anotado no mesmo mês de 2019, que já havia sido bastante ruim por conta da crise que atingia o país vizinho.

As importações também tiveram queda significativa de 45,9% no quarto mês de 2020 ao somar US$ 576,5 milhões. O principal motivo foi a paralisação das montadoras. A China, maior fornecedor de autopeças, vendeu ao País em abril US$ 90,1 milhões, valor 33,1% mais baixo que o de igual mês do ano passado. Nessa mesma análise, a queda nas importações da Alemanha foi de 62,1% e no caso do México recuou 46,7%.

No acumulado do ano, a balança comercial de autopeças anota déficit de US$ 1,16 bilhão, valor 10,5% menor que o encontrado nos quatro primeiros meses do ano passado. As vendas externas no período somaram US$ 1,87 bilhão, enquanto as compras atingiram US$ 3,03 bilhões.

Fonte Automotive Business 

Tags
AutopeçasSindipeçasCovid-19componentes importações pandemia
Compartilhe

Revista Ferramental

Fique por dentro das noticias e novidades tecnológicas do mundo da ferramentaria.