Atividade econômica acelera em maio; emprego não

Estudo do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, divulgado na última sexta-feira, 25, mostra que os efeitos da segunda onda da Covid-19 foram mais curtos e menos intensos, se comparados aos da fase inicial da pandemia. Indústria, comércio e serviços mostram indicadores positivos em maio.

De acordo com a pesquisa, após a retração verificada em março, o comércio e serviços mostraram recuperação já nos meses seguintes, embora o setor de serviços tenha continuado abaixo dos níveis anteriores à crise sanitária, por muitas atividades dependerem da interação presencial. A estimativa é de crescimento de 1,3% da receita do setor de serviços no mês de maio.

Já o setor manufatureiro prosseguiu nos últimos meses em seu processo de ajustamento dos níveis de estoques, que encerraram 2020 em patamar bastante inferior ao considerado ideal pelos empresários.

Esse fator foi importante para compensar o comportamento da demanda e contribuiu positivamente para o resultado do PIB no primeiro trimestre. A estimativa do Ipea é de que a produção industrial tenha avançado 1,4% em maio. O carry-over para o segundo semestre, ainda assim, ficaria em -2,4%.

Apesar da melhora de cenário, o Ipea observou uma lenta recuperação do mercado de trabalho, principalmente entre os trabalhadores de baixa qualificação, representando uma limitação para o crescimento do consumo de bens e serviços das famílias, especialmente as de renda mais baixa, que também foram impactadas pela aceleração inflacionária.

De qualquer forma, com o retorno no mês de abril de programas de transferência de renda, como o Auxílio Emergencial e o Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda, o Ipea projeta aumento de 3,9% na margem para as vendas do comércio em maio, com crescimento interanual de 25,8%.

Outros setores da economia, por sua vez, foram estimulados pela recuperação da economia global, acompanhada pela aceleração dos preços internacionais das commodities e ainda pela desvalorização do real, que tornou os produtos nacionais mais competitivos.

Esses fatores foram particularmente responsáveis pelo bom desempenho do agronegócio e das indústrias extrativas, e também pelo aumento da demanda por bens de capital ao longo do primeiro quadrimestre de 2021.

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