Abimaq incentiva fabricantes de máquinas a importar aço

Recentemente, a Usinagem-Brasil publicou o levantamento realizado pela S&P Global Platts, fornecedora de informações e preços de referência nos mercados de commodities e energia, sobre a elevação dos preços do aço no mercado brasileiro. 

Segundo a empresa, a bobina laminada a quente, para ficar num só exemplo, estava sendo comercializada a R$ 6.855 a tonelada, no início de maio. Até aquela data o produto acumulava alta de 46% em 2021 e de 130% nos últimos 12 meses.

E novos aumentos já foram anunciados por Usiminas e CSN para este mês de junho, segundo informou José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, em coletiva de imprensa no final do mês passado. "O preço do aço está em total descontrole (e subindo)", afirmou.

Este cenário está levando a entidade a incentivar seus associados a importar aço, em especial da China, onde os preços da matéria-prima já dão sinais de queda (6%), com o objetivo de derrubar os preços no mercado brasileiro.

De acordo com Velloso, a entidade promoveu no final de maio reunião online com 55 associados com o objetivo de buscar alternativas para importar aço. “Não se trata de um pool de compras. Cada empresa irá comprar o seu aço, mas vamos incentivar e mostrar o caminho para a importação e ver se conseguimos derrubar o preço", informou.

Na avaliação de Velloso, o quadro hoje é diferente do final do ano passado, quando chegou a se registrar a falta de alguns tipos de aço no mercado. “Os problemas de prazo de entrega diminuíram e o abastecimento está sendo regularizado, mas o preço não, continua muito alto”. E conclui: “mas vai faltar fôlego e pode ser que no segundo semestre esse preço venha a cair”.

Fonte: Usinagem-Brasil



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