2025: Dez mudanças provocadas pela tecnologia

A Huawei produziu um estudo para apontar dez tendências de tecnologia para 2025, o qual resultou em um exercício de futurologia que chega perto de filmes de ficção científica. Mas ao contrário do cinema, o Global Industry Vision (GIV) aponta dados que embasam o que deve ser a realidade nos próximos seis anos, de acordo com Julio Sgarbi, diretor de Consultoria da Huawei Brasil. 


Confira as dez tendências:

Vivendo com robôs: O estudo aponta que, em 2025, já teremos robôs trabalhando em áreas como saúde, atuando como um robô de companhia e monitoramento de idosos e dando informação à família. Quatorze por cento das casas de repouso terão dez robôs, por exemplo.
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Supervisão: Através da realidade virtual (VR) e do vídeo em ultra HD, será possível ter experiências quase reais a quilômetros de distância. Para Sgarbi, isso pode mudar a indústria do turismo e também permitir o uso de drones para tarefas perigosas.

Zero busca: Com a inteligência artificial (AI), não será mais preciso tomar ações, basicamente. As pessoas vão ter o que a Huawei chama de "My Network", onde toda a rede social e suas preferências de consumo vão seguir seus gostos automaticamente, incluindo anúncios. O consultor da multinacional chinesa explica que haverá discussões éticas para saber até que ponto a AI poderá definir sua influência, mas que a tendência é que a tecnologia venha antes do debate.

Da mesma forma, tudo deverá ser feito por voz ou gestos, sem precisar acionar botões. Colocar uma comida para esquentar no microondas, por exemplo, poderá ser feito por voz. Dados do GIV apontam que até 2025, 90% dos smartphones terão assistentes virtuais.

Carro conectado: Provavelmente o mais distante da nossa realidade, na visão de Sgarbi, o carro conectado deverá zerar os congestionamentos nas cidades, já que eles se comunicarão com tudo (semáforos, placas e outros veículos) e poderão prever ações para que tudo ocorra sem problemas.
O primeiro passo, no entanto, será o carro aprender a conviver sozinho, sem se conectar com outros veículos. Por isso, a previsão aponta que, até 2025, apenas 15% dos carros serão autônomos.


Trabalhando com robôs: Tarefas perigosoas em ambientes insalubres deverão ser executadas por robôs, como em caso de mineração, onde o 5G pode ser a via para se controlar o equipamento remotamente. Trabalhos repetitivos e operações de alta precisão, como soldagem, também se aproveitarão de robôs. "A cada 10 mil trabalhadores na manufatura em 2025, 103 serão robôs (cerca de 1%)", afirma Sgarbi.

Criatividade aumentada com AI: A inteligência artificial deverá ser utilizada em eliminações de hipóteses; por exemplo, criando combinações químicas com maiores chances de dar certo. Quase todas (97%) das grandes empresas vão usar AI.

Ela poderá até mesmo criar teses de mestrado em segundos. "No entanto, uma coisa é a AI, que vai usar a informação disponível da melhor forma possível, outra é a consciência humana que vai usar aquilo de forma criativa", diz o consultor.

Comunicação sem atrito: 86% dos dados produzidos serão utilizados em 2025, aproveitando-se do potencial do Big Data e do maior conhecimento dos padrões de consumo de clientes. Além disso, a Huawei aposta em tradutor online em tempo real.

Economia simbiótica: Três palavras definem a tendência, inclusão, parceria e sustentabilidade. Para a Huawei, projetos como o da Costa Rica, que utiliza celulares velhos carregados com energia solar em copas de árvores para captar sons de motosserras e tomar ações de prevenção. No meio corporativo, 100% das empresas vão adotar a nuvem e 85% das aplicações também estarão em cloud.

Implantação rápida do 5G: Até 2025, 2,8 bilhões de pessoas já vão estar conectadas na nova tecnologia de banda larga móvel, com 58% do mundo já ativo nessa rede e 6,5 milhões de estações radiobases implementadas.
Governança digital global: A rede será padronizada para proteger ativos digitais. Além disso, em 2025, o mundo produzirá 180 zettabytes no ano, equivalente a cerca de 12 zeros após 1 terabyte.


Fonte Ti inside

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