Quem balançou a jarra?

A família Ferramental deseja um profícuo ano novo, de muito trabalho e ótimos resultados, recheado com saúde e paz a você, caro leitor!

Iniciamos o ano com maravilhosas notícias e expectativas. No âmbito de Editora Gravo, definitivamente migramos a empresa de respeitável produtora de revista impressa para uma corporação de educação digital. Exploramos ainda mais nosso lema âncora, de “conteúdo para a indústria de ferramentais”. Agora, ainda mais profundo e amplo com o viés digital. Ainda mais abrangente, com presença mundial. E mais, não apenas um conteúdo informativo, mas realmente uma empresa que contribui para tornar o Brasil “a referência global”.

Retomamos a entrega de conhecimento a partir de cursos, não mais apenas presenciais, mas também online, colaborativos e participativos, utilizando novas técnicas de aprendizagem e ferramentas modernas de trabalho.

A partir de nossos aplicativos brindaremos os usuários, “do Brasil para o mundo”, com mecanismos de aprendizado inovadores e relevantes para os setores de metalomecânica, polímeros e fundição.

Na atividade produtiva nacional, lentamente vamos retomando a estabilidade civil e econômica com a sinalização positiva de distribuição de vacinas para a tão danosa pandemia que nos assolou recentemente. Certo, não será como um interruptor liga/desliga, resolvendo instantaneamente a problemática, mas indica o começo do fim de um “filme de terror” que teve consequências intensas e nefastas, trazendo muita dor e tristeza à população mundial. Já há indicadores de forte recuperação em vários setores da economia.


Na esfera do setor ferramenteiro, alguns destaques importantes, a saber:

a) O trabalho desenvolvido pelo SENAI-SP, liderado pelo Professor Roberto Spada e construído por sua competente equipe, trará novos ares para a formação do profissional ferramenteiro. Com uma remodelação dos cursos, grades curriculares, modo de aprendizado do aluno e do próprio docente, equipamentos de ponta, relacionamento intensivo com a indústria, e grande apelo colaborativo, há certeza de grandes resultados positivos que implicarão em uma indústria de ferramentais mais tecnológica, gerencial e comercialmente competente;

b) O Programa Rota 2030 teve projetos importantes aprovados e em fase final de assinatura para início de trabalhos de pesquisa e desenvolvimento. Ações que trarão à tona tecnologias estruturantes e elevação da competitividade do setor;

c) O Pro Ferramentaria/SP, que após um indesejado período de suspensão, retoma com duas montadoras estruturando seus primeiros projetos para validação do programa;

d) O nível de encomendas estabilizou a partir de outubro passado e já atinge, felizmente, os mesmos níveis de faturamento do ano de 2019, representando uma superação acima do previsto após os impactos da Covid-19.

Apesar de todos estes indicadores positivos, há alguns revezes. Afinal, não só de alegrias é feita nossa vida. Diversas empresas tiveram o dissabor de sucumbir por conta da pandemia. Outras, motivadas por fatores ainda mais críticos como o próprio custo Brasil. Recentemente, algumas montadoras comunicaram redução ou mesmo fechamento de plantas no País.

E neste ponto surgem conflitos, discussões, confrontos, um verdadeiro tsunami de entendimentos desencontrados. Gera uma avalanche de debates, muitos deles inconsistentes e sem fundamentos, e causa rupturas em amizades e relacionamentos.

Precisamos ser mais parcimoniosos, calmos, e principalmente, sábios. Veja: se você colocar 100 formigas pretas e 100 formigas vermelhas em uma jarra de vidro, nada acontecerá, mas se você pegar a jarra, sacudi-la violentamente e colocá-la sobre a mesa, as formigas começarão a se matar. A vermelha acredita que a preta é o inimigo, enquanto a preta acredita que a vermelha é o inimigo, quando o verdadeiro inimigo é a pessoa que sacudiu a jarra.

O mesmo é verdade na sociedade. Frequentemente homens e mulheres, ricos e pobres, pessoas com fé e aficionados da ciência, jovens e velhos, simpatizantes de esquerda e de direita, torcedores do time A e do time B, fornecedores e ferramenteiros, ferramenteiros e montadoras, montadores e consumidores, ... atritam-se por motivo torpe. Desnecessário. Vamos agir com inteligência.

Portanto, antes de lutarmos uns contra os outros, devemos nos perguntar: Quem balançou a jarra e porquê?



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