Inovar para competir e conquistar mercado

Li um artigo interessante do jornalista Pedro Dória, em que ele questiona se a globalização quebrou. Ele cita fatores que o levam a acreditar que sim, “a globalização quebrou!”, fundamentando-se na comparação do momento em que a fábrica de caminhões da Toyota nos anos 1930 necessitava atender muitas encomendas do governo japonês em seu esforço de guerra. 

O desafio de uma empresa sem caixa suficiente estava lançado fundamentado em uma sociedade altamente eficiente.

 Surge aí o conceito do Just in Time, exatamente da decisão de não se estocar peças, mas de entregá-las no momento exato da necessidade de cada cliente na cadeia de produção, que de forma ampliada e melhor estudada se transformou na eliminação de oito tipos de desperdícios, o conhecido “pensamento enxuto” (ou lean thinking) e que, entre outros fatores, conduziria a uma disrupção logística. 

Doria discorre ainda razões pelas quais acredita na quebra da globalização. Particularmente, penso que a globalização não quebrou, mas está ganhando ainda mais força e muito mais velocidade.

A pandemia nos trouxe conceitos e tecnologias em que pensávamos aplicar ou acelerar dentro de 5 anos ou mais. 

Um novo projeto de produto, por exemplo, não necessita mais esperar por horas de viagens aéreas dos profissionais que presencialmente realizavam seu lançamento em uma reunião de kick off

Virtualmente, em qualquer parte do mundo, a qualquer horário, estamos a um clique do início da reunião e da redução drástica do prazo de entrega do novo projeto. 

Com isso, se reduz o tempo de resposta de engenharia e da manufatura. O projeto e entrega de ferramentais, por exemplo, é hoje uma das chaves para a competitividade.

A pandemia também nos trouxe o alerta de que boa parte do mundo não possui condições sanitárias adequadas ao ser humano, ficando milhões (ou quem sabe bilhões) de pessoas à mercê de novas doenças que possam se alastrar novamente e conduzir o mundo a mais um ou diversos momentos de paralisações econômicas que conduzem, por sua vez, a ciclos de deterioração dos sistemas sanitários e de saúde fechando um ciclo vicioso prejudicial à qualidade de vida das pessoas.

Somos hoje cerca de 8 bilhões de habitantes na Terra, cujas expectativas de vida vem crescendo e com elas as necessidades urgentes de saúde, alimentação, melhor higiene, disponibilidades de energia, transportes e mais conforto. 

Em 2040 seremos 9 bilhões de pessoas aproximadamente, com expectativas ainda maiores de vida e dotadas de maior riqueza através de melhores condições e qualidade de vida.

Tais necessidades básicas conduzem à construção de infraestrutura de energia, hospitais, escolas, recursos logísticos e ambientais, cujas demandas estão intimamente ligadas à disponibilidade de máquinas de produção, transporte, agrícolas e de construção, sem levar em conta os aspectos de defesa, comunicação e lazer.

O evento mundial da Covid-19, expondo a fragilidade das condições sanitárias em todos os continentes, é um catalizador das ações necessárias para mitigação do risco de novas pandemias. 

Junte-se a isto a corrida mundial por menores emissões ao meio-ambiente. Enfim, o cenário presente, no qual transformações tecnológicas e mudança de mindset das organizações impulsionam decisões e ações com maiores velocidades, aponta para uma maior pressão global por recursos material e humano. 

Diante de tal cenário é necessário inovar, não somente em tecnologia através de novos processos, materiais, automação e digitalização, mas também na oferta de mão-de-obra e na organização. 

Como de fato a globalização não quebrou, mas simplesmente espera por mais velocidade e qualidade de produtos, o que torna o jogo ainda mais complexo, a percepção por um mercado cada vez maior, mais veloz e mais demandante é fundamental para aceleração das transformações das empresas de forma inovadora buscando maior eficiência de seus ativos para melhores índices de produtividade e menores custos.

O setor automotivo possui grande responsabilidade em levar a mencionada qualidade de vida às pessoas através da construção das máquinas e veículos que gerarão energia, transportarão alimentos e construirão infraestruturas para tal.

Assim como nossa empresa está se preparando e realizando, toda a cadeia produtiva deve estar alinhada, proporcionando desenvolvimentos muito mais rápidos e produtos dentro da excelência da qualidade, a fim de que se garanta desenvolvimento de novos projetos e fornecimento de produtos sem defeito e, portanto, sem perturbações na rede de suprimentos, dada a importância da sua aplicação e finalidade.

O Brasil reconhecidamente possui alta competência em ferramentais voltados para fabricação de componentes compostos por diversos materiais. 

Pensar de modo inovador no aumento da produtividade, redução de tempos de desenvolvimentos de forma a aumentar a competitividade, acelerar o fornecimento dos volumes crescentes dos produtos é fundamental para cumprirmos a missão de levar qualidade de vida às pessoas.



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