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Revista Ferramental

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PENSAR OU PRENSAR? PENSAR OU PRENSAR? por José Roberto Nogueira da Silva 13/11/2017

Desde 2014, quando assumi a Diretoria de Organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, venho me dedicando ao desenvolvimento do setor de ferramentaria.

 

Essa tarefa consistiu no acompanhamento, na formulação e na articulação de novas políticas voltadas para o resgate deste setor, imprescindível tanto para concepção do projeto quanto para a construção de um veículo.

 

Nesta trajetória, por meio do Arranjo Produtivo Local, o APL de Ferramentaria, tive a chance de conhecer diversas iniciativas que sempre buscaram objetivos comuns, algumas delas para além da região em que estivemos inseridos nestes anos.

 

Mesmo sabedor de que o Brasil está defasado em relação a outros países, por ter deixado em segundo plano os investimentos na área, acredito e insisto que o nosso país tem todas as condições de fazer um carro. Qualificar profissionais nesta área é o grande desafio.

 

Pensar no futuro do setor com a absorção de novas tecnologias, como o debate da chamada Indústria 4.0, da nova política do governo que definirá novos parâmetros para o Inovar-Auto - que encerra no final deste ano -, terá o mesmo empenho e a mesma dedicação que o tema merece.

 

A renovação da frota; o conteúdo local, que estamos defendendo que não seja abandonado; a eficiência energética; e uma série de tecnologias, que envolvem a nova indústria estarão na pauta das discussões de fortalecimento das ferramentarias.

 

O tema não poderá ficar de fora, neste momento de definições de rumos, por estar inserido na engenharia estrutural, na pesquisa e desenvolvimento e na inovação tecnológica. O setor de ferramentaria é responsável pela criação de todas as etapas de produção dentro de um único espaço, que engloba projetistas, engenheiros de ferramental, de desenvolvimento, tryout, entre outros.

 

Essa inteligência foi desenvolvida no estágio anterior ao da prensa e está dentro dela. Se não discutirmos e nos apropriarmos desse pensamento, iremos continuar prensando. Sem desqualificar as outras habilidades de produção, queremos também essa inteligência anterior a da prensa.

 

Tudo tem seu início em um molde de ferramentaria, seja para a produção de um eletrônico, linha branca, setor naval, de defesa, entre outros.Queremos discutir a ferramentaria como um todo, iniciando pelo setor automotivo.

 

Queremos pensar e não apenas prensar. Queremos uma ferramentaria de construção e não somente de produção.

 

É com esse pensamento que pretendo continuar na defesa intransigente do setor. Agora com o olhar voltado para todo o Brasil, à frente da Secretaria de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM/CUT.

 

O Brasil precisa estar inserido nestas discussões e a articulação nacional, com novas lideranças, é o caminho para o fortalecimento das ferramentarias.

 

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